Por que estudar História?
A História está presente no nosso dia-a-dia e nos alerta para nossa condição de sujeitos (aquele que transforma as coisas) e também de sermos objeto da História; ela também nos modifica. A História não deve ser vista como ferramenta para encontrar/descortinar apenas questões pessoais, mas também as conjunturais e do passado.
Se devemos temer o anacronismo — o principal erro que um historiador pode cometer —, não podemos nos afastar do multiculturalismo, que ressalta a necessidade de percebermos as diferenças culturais das pessoas que convivem conosco e o que nos leva à busca de melhor compreensão do conceito de cidadania.
A História não deve ser compreendida como uma simples sucessão de fatos interligados, mas sim como uma disciplina em permanente construção e, por estar nesse processo contínuo, não admite uma definição única. E nós somos os sujeitos que a constroem. Assim, o conhecimento histórico está sendo sempre revisto — não é estático e nem único.
O tempo é fundamental, pois a História não existe fora dele. Mas também a memória e o uso que fazemos do passado, que não é uma lembrança de algo morto, passado e sem sentido. Ao contrário, “o que lembramos e o que esquecemos pode servir à libertação humana, mas também pode contribuir para a servidão, para o domínio de determinados grupos.”
Nesse sentido,é preciso destacar a invenção do herói. Os heróis podem não ser os mesmos para uma determinada classe em um mesmo período, assim como anônimos podem ser heróis, dependendo do contexto vivido. A relatividade do conhecimento histórico é posto em cena nessa discussão, o que nos alerta para as distorções das análises históricas de fatos, personagens e documentos.
Por fim, mas não menos importante: não nos interessamos pelo passado se não motivados pelas questões do presente. Por isso, o estudo da História anda de mãos dadas com atualidade. E não nos deixa esquecer que a busca pela identidade e pela memória não são ferramentas de exclusão, e sim, de uma busca pelo entendimento do outro, da cultura diversa e sua compreensão na busca por um convívio mais harmônico entre todos.
P.S. Áudio em Português de Portugal. Parece um pouco esquisito de início, mas a cadência desse sotaque do outro lado do Atlântico faz bem para quem o quiser ler e ouvir.
A trajetória é longa, mas poucas coisas na vida são mais apaixonantes que os caminhos da História! Então, vamos arregaçar as mangas e fazer de 2012 um ano marcante (em todos os sentidos!) para as nossas memórias.
Até mais!
Bárbara

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